TERAPIA GENÉTICA RECUPERA VISÃO DE PACIENTES CEGOS NOS EUA
Após 30 dias já foi possível detectar aumento da sensibilidade à luz
Graças a um vírus manipulado geneticamente, cientistas americanos conseguiram melhorar a sensibilidade visual de três pacientes cegos.
A enfermidade que vitimava os três jovens pacientes era a amaurose congênita de Leber. Trata-se de uma doença hereditária que afeta 1 em cada 80 mil pessoas. Ela está ligada a uma deficiência em um gene, chamado RPE65, que faz com que o organismo deixe de produzir uma proteína que ajuda a regenerar a pigmentação da visão. Sem ela, as vítimas da doença perdem a capacidade de ver já nos primeiros poucos meses de vida.
Os cientistas liderados por Artur Cideciyan, da Universidade da Pensilvânia tentaram resolver o problema com um método até hoje considerado controverso: terapia genética.
A ideia parece inofensiva: introduzir um gene que esteja "em falta" no organismo, para que tudo volte a funcionar corretamente. O problema é como inserir esse gene. Normalmente, o método mais eficiente é por meio de um vírus.
Os experimentos com os voluntários humanos só vieram depois de testes exaustivos com outros animais. E os três jovens (de 24, 23 e 21 anos) tiveram melhoras significativas em sua visão após a injeção, no olho, de um vírus adenoassociado contendo uma versão sadia do gene RPE65.
Cada paciente pôde fazer o papel de "controle" para si mesmo, uma vez que os cientistas só trataram um dos olhos de cada um. Assim, foi possível comparar a diferença de desempenho Os resultados foram animadores. Os cientistas mostraram que o olho tratado, após 30 dias, mostrava sensibilidade à luz muito maior do que o olho "controle". Os desempenhos persistiram após 60 e 90 dias.
Fonte: www.g1.globo.com
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