USO DE ANTIBIÓTICOS EM CRIAÇÕES ENFRENTA PRESSÕES NOS EUA
A Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu que a resistência a antibióticos é um dos maiores desafios para a saúde humana
Nos EUA, os fazendeiros dão cerca de 8% a mais de antibióticos para suas criações de porcos, gado e galinhas, a cada ano, normalmente para tratar infecções no pulmão, no sangue e na pele.
No entanto, 13% dos antibióticos administrados nas fazendas americanas em 2008 foram usados para que animais sadios se desenvolvessem mais rapidamente. Esses medicamentos geraram uma economia de cerca de 30% no custo da alimentação de porcos jovens.
Agora, o assunto está recebendo atenção como resultado do interesse da Casa Branca e pela agitação causada por novos estudos que apontam a relação entre o uso de antibióticos em animais e a resistência a medicamentos em seres humanos.
Cientistas afirmam que o uso abusivo de antibióticos em seres humanos e animais está levando a um problema que são as infecções resistentes a medicamentos que mataram mais de 65.000 pessoas nos Estados Unidos no último ano – isso é mais do que a soma dos óbitos decorrentes dos cânceres de próstata e mama, num país em que 70% dos antibióticos consumidos são destinados ao gado, porcos e galinhas.
Como resposta, a pressão contra o uso de antibióticos na agricultura está aumentando. A Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu, no ano de 2009, que a resistência a antibióticos é um dos maiores desafios para a saúde humana. No último mês, a Casa Branca afirmou que o problema é “urgente” e tem apoio do FDA, CDC e Departamento de Agricultura dos EUA.
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