ENZIMA QUE PODE SER NOVO ALVO PARA TERAPIA ANTIMALÁRIA
Pesquisadores do Queensland Institute of Medical Research identificaram uma nova possível maneira para matar os parasitas que causam a malária.
"Examinamos a estrutura de uma enzima que permite ao parasita obter nutrientes do sangue", disse o professor associado Gardiner. "Se pudermos fazer uma droga que atrapalhe o funcionamento dessa enzima, os parasitas morreriam de fome".
O problema dos tratamentos atuais são os efeitos colaterais que estes causam, bem como a resistência que os parasitas adiquirem contra eles.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a malária custa caro tanto ao sistema público quanto às pessoas, seja para a prevenção ou para o tratamento. Em alguns países a doença é responsável por até 40% dos gastos com saúde pública, 30 a 50% das internações em hospitais e até 60% das visitas em ambulatórios.
Cerca de 3,3 bilhões de pessoas - metade da população do mundo – correm o risco de contrair malária. A cada ano, há cerca de 250 milhões de casos de malária e cerca de 1 milhão de mortes. As pessoas que vivem nos países mais pobres são as mais vulneráveis.
A malária é um problema especialmente grave na África, onde 1 em cada 5 (20%) mortes na infância está relacionada aos efeitos da doença. Uma criança africana tem em média entre 1,6 e 5,4 episódios de febre da malária a cada ano e, a cada 30 segundos, uma criança morre de malária.
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