GREVE DOS MÉDICOS RESIDENTES TEM ADESÃO DE 90% DA CATEGORIA EM UBERABA


Médicos residentes de todo o país deixaram os hospitais e ambulatórios por 24h no dia de ontem. A paralisação das atividades faz parte de um manifesto denominado "A Campanha Nacional de Valorização da Residência Médica". O protesto nacional teve como reivindicação reajuste de bolsas, entre outras solicitações.

 

Conforme o presidente da Associação dos Médicos Residentes de Uberaba (Ameru), Leandro Menezes Lopes dos Santos, a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) conta atualmente com 157 médicos residentes e aproximadamente 90% deles aderiram à paralisação sendo que 30% trabalharam no setor urgência e emergência para não prejudicar a população. Os médicos estavam vestidos de pretos em forma de protesto na entrada principal do pronto socorro do Hospital das Clínicas.

 

Segundo Leandro, foi reivindicado reajuste imediato de 38,7% da bolsa auxílio. O médico lembrou que há quase quatro anos a categoria recebia o mesmo valor pelo treinamento em serviço. "Em 2007, ficou acordado com o governo um novo reajuste de 23,7%, porém não foi concretizado. A defasagem medida pelo IGP-M chega a 38,7%. Também estamos reivindicando uma data de reajuste anual para evitar distorções entre o valor pago pela bolsa e a desvalorização monetária pela inflação", ressalta.

 

Reivindicações - Menezes observa que pagamento do auxílio-moradia e auxílio-alimentação, conforme estabelece a Constituição Federal, adicional de insalubridade que na Constituição Federal a CLT assegurando o pagamento dependendo do grau de risco, instituição da 13ª bolsa, fixação de data-base anual, licença-maternidade de seis meses, são as reivindicações da Ameru. "Diversos estudos provaram que o aleitamento materno até os seis meses é fundamental para evitar diversas doenças. Os médicos residentes, no entanto, não têm o direito de usufruir suas próprias orientações. Aproximadamente 1% do total de matriculados na residência precisa de afastamento pela licença-maternidade, anualmente" argumenta.

 

Leandro pondera que a Consolidação de Leis do Trabalho (CLT) assegura o pagamento de adicional de insalubridade. O médico salienta que como a residência médica tem a definição de treinamento em serviço, estando todos os médicos residentes expostos aos mais diversos riscos (contaminação pelo HIV e hepatites). "É justo que tenham garanta ao médico residente o adicional de insalubridade", finaliza. 

 

 

Fonte: www.jornaldeuberaba.com.br

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