Hospital Regional de Ponta Grossa Deve Ter Residência Médica em 2013


A partir de 2013, a região de Ponta Grossa de­verá se tornar um polo de formação de médicos. A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) já está trabalhando para implantar os primeiros cursos de residência médica no Hospital Regional de Ponta Grossa. Também já há estudo para a implantação de residências no Hospital da Criança – que poderá passar para o gerenciamento da UEPG – e no Hospital Regional de Telêmaco Borba, cuja gestão também deverá ser da instituição de ensino superior.

 

Em Ponta Grossa, a Santa Casa de Misericórdia é a única a ofertar cursos de residência, imprescindíveis para a formação do médico.

 

O diretor acadêmico do Hospital Regional (HR), Ever­son Augusto Krum, comenta que dos três hospitais citados, o HR deverá ser o primeiro a ofertar residências. “Para isso, teremos de fazer a solicitação até fevereiro de 2012, para que haja a abertura em 2013”, explica. De acordo com ele, para que isso seja possível, os primeiros passos já foram dados. “Temos professores da UEPG no hospital e os acadêmicos iniciarão estágio no Hospital Regional a partir de julho”.

 

O HR, segundo Krum, tem potencial para ofertar residências médicas nas áreas de ginecologia e obstetrícia, clínica médica e medicina da família. “Também será possível abrir residências para outros cursos, também no HR: de farmácia hospitalar, análises clínicas, enfermagem, fisioterapia e serviço social voltado à área hospitalar”. São as chamadas ‘residências multiprofissionais de saúde’.

 

Everson Krum detalha os estudos relacionados à abertura de residências nos hospitais que poderão contar com o gerenciamen­to da UEPG. É o caso do Hospi­tal da Criança de Ponta Gros­sa – que hoje é gerenciado pela Secretaria Municipal de Saúde – e do Hospital Regio­nal de Telêmaco Borba, que ainda está em construção. “O Hospital da Criança, desde que tenha condições, poderá oferecer residência na área de pediatria e cirurgia pediátrica. Quanto ao hospital de Telêmaco, o Estado está fazendo análise do perfil de assistência. Segundo as últimas informações que temos, o foco da residência poderá ser no setor de ginecologia e obstetrícia”, adianta.

 

Para Everson Krum, a abertura de residências médicas e de residência multiprofissional de saúde é de extrema importância, pois deverá elevar a qualidade dos médicos formados em Ponta Grossa. “A residência é um internato nos dois últimos anos da graduação. Mas ela também estimula o professor e os demais profissionais, que acabam se sentindo desafiados a fazer reciclagem para competir profissionalmente com os mais novos”.

 

Quem ganha com isso, salienta Krum, é a comunidade. “Ao invés de os pacientes precisarem buscar atendimento médico especializado nos grandes centros, será possível consegui-lo em Ponta Grossa. Com isso, é possível que, nos próximos anos, Ponta Grossa tenha melhora sensível no setor médico”.

 

Trâmite


São quatro grandes áreas nas residências médicas: pediatria, clínica médica, ginecologia e obstetrícia e cirurgia. Em cada uma delas, o acadêmico permanece por seis meses, nos dois últimos anos da graduação. Atualmente, de acordo com o presidente da Comissão Estadual de Residência Mé­dica do Para­ná, Adriano Keiji­ro Maeda, o Paraná con­ta com residências médi­cas em Curitiba, Ponta Gros­sa, Lon­drina, Maringá, Cas­cavel, Arapongas e São José dos Pinhais.  

 

“São muitos os pedidos para abertura de residências médicas. Mas para se conseguir, é preciso passar por todo um trâmite, que inclui cadastro junto ao Ministério da Educação e vistoria de membros da Comissão Nacional de Residência Médica. A comissão avalia se aquele hospital solicitante tem possibilidade de receber a residência”, explica Maeda.

 

Curiosidades

Atualmente, o Paraná conta com 18.868 médicos ativos inscritos no CRM, sendo 12.344 homens e 6.525 mulheres;
Com especialidade são 11.537 médicos;
473 médicos inscritos no CRM residem em Ponta Grossa;
609 médicos são domiciliados em 13 municípios da região, incluindo Arapoti; Ipiranga; Palmeira; Ponta Grossa; Sengés; Carambeí; Ivaí; Pinheiro; Porto Amazonas; Castro; Jaguariaíva; Piraí do Sul e São João do Triunfo.

 

 

Fonte: Diário dos Campos

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